A linguagem da regulamentação do aborto: entre o direito e a punição
Keywords: aborto, legislación, colombia, uruguay, objeción de conciencia
Abstract
O objetivo deste estudo é responder que tipos de linguagens e instituições afetam a prestação de serviços de aborto na Colômbia e no Uruguai. Ele baseia-se na análise de discursos sobre regulamentação de políticas de aborto e de decisões de tribunais. A Colômbia e o Uruguai são usados como exemplos porque, de acordo com suas leis, o aborto é considerado legal apenas em três casos: risco de vida da mãe, inviabilidade do feto e estupro. No entanto, esses países ainda penalizam o aborto no artigo 122 (Colômbia) e no artigo 325 (Uruguai) do Código Penal. Argumentarei que a aplicabilidade da prestação de serviços de aborto depende, entre outros fatores, da aceitabilidade da linguagem do aborto como política social e como direito da mulher nas instituições médicas e legais. A interpretação do aborto se traduz em serviços públicos por agentes estatais e prestadores de serviços que estão criando uma linha de frente entre o direito e a saúde da mulher. Na sequência, o artigo sustentará isso através da teoria do poder e da análise biopolítica sobre a produção de sujeitos e, finalmente, demonstrará que, embora o aborto tenha se tornado uma política social, no discurso do agente institucional o aborto continua sendo uma ação criminosa, o que limita o exercício dos direitos das mulheres.
Más información
| Título de la Revista: | Cadernos Adenauer |
| Volumen: | 1 |
| Número: | 19 |
| Editorial: | Konrad-Adenauer-Stiftung e.V |
| Fecha de publicación: | 2018 |
| Página de inicio: | 47 |
| Página final: | 74 |
| Idioma: | Portuguez |
| DOI: |
https://www.kas.de/c/document_library/get_file?uuid=799fe0b6-cef7-16ab-b855-ff0b473b91d1&groupId=265553 |